Há luz hoje.De tempos em tempos ela retorna. O escuro também.As sombras passaram, aliviaram o peso de sua casa e morada.Em um momento estava tão grande, havia absorvido toda a energia do seu mundo, pequeno mundo redondo e opaco.Um estrondo. Ninguém percebeu, apenas ela.A casca foi rompida. Os minúsculos olhos vislumbram o mundo.Ao seu redor ela observa, assustada. Muitos casulos fechados.Dentro destes casulos, criaturas como ela.Algumas magras, outras gordas. Rachaduras em alguns ovos.Ela precisava comer.A fome a controlava.Ela precisava comer.Seu corpo era grande e desajeitado…Ela se aproxima do ovo mais próximo. Crava suas presas e suga o liquido existente.Está satisfeita, por hora.Mas a fome não tarda a voltar.E ela continua a comer.(Antes – Naiade – Dissolução)(Próximo – Naiade – Eu sou)